sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

PÁSSARO FERIDO (à amiga Andréa Souza)

Com as asas no ar
e cabeça nas nuvens,
voavas por céus e terras
colecionando culturas
e simpatia de todos os povos,
mas principalmente corações.
No meu fizeste morada, não passageira,
deste asas aos sonhos que também eram meus,
mas do teu  último vôo, ficou a ferida:
por mais que te fale,
não me ouves e nem respondes;
por mais que te abrace,
não te abraço;
por mais que te toque,
teu tato não sente;
por mais que estejamos juntos,
estamos separados.
Desde então, tu me fazes querer o que não posso querer
só para ver-te, falar-te, tocar-te.
Tu te transformaste na bruma do meu olhar.

Hoje, por que bateste as asas, meu pássaro, meu anjo,
eu só posso recordar: tu és livre.
Pássaro ferido, sou eu.
 Livre.
2º LUGAR NO CONCURSO DE POESIAS EM ALTEROSA
PUBLICADO NA 1ª ANTOLOGIA POÉTICA DE ALTEROSA

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